Monitoramento de gestação de alto risco em tempo real e economia de recursos

Monitoramento de gestação de alto risco em tempo real e economia de recursos

Como operadoras de saúde podem antecipar cenários e minimizar impactos com as estratégias certas

Identificar uma possível gravidez de alto risco é essencial para antecipar o cuidado e minimizar os impactos futuros a todo momento. Durante a pandemia de Covid-19, no entanto, essa possibilidade se tornou uma estratégia ainda mais benéfica para operadoras de saúde, uma vez que o aumento de demanda na procura por assistência hospitalar e procedimentos complexos tende a resultar em um crescimento nos custos para as operadoras de saúde.

A gestação de alto risco, por si só, já é um problema complexo e que tende a gerar outros problemas, incluindo o aumento nos gastos de saúde e oneração da folha. Segundo o Ministério da Saúde, é considerada uma gravidez de alto risco toda e qualquer gestação na qual a vida da gestante e/ou do bebê têm maiores chances de serem atingidas em relação à maior parte da população na mesma condição, ou seja, uma gestante de risco é aquela cujo quadro de saúde apresenta comorbidades ou até mesmo predisposição ao desenvolvimento de doenças e outras complicações que podem comprometer a vida e a saúde tanto dela quanto da criança.

Os principais fatores de complicação, segundo o MS, estão relacionados às doenças pré-existentes da futura mãe e outras relacionadas aos hábitos de vida, entre elas a obesidade, problemas hormonais, a hipertensão e o diabetes. É claro que esses fatores são só a ponta do iceberg e sozinhos não são capazes de indicar o possível desfecho dos casos. Porém, atentar-se a esses fatores e ao histórico de saúde da gestante, é imprescindível para promover ações e intervenções que podem mudar o curso da situação. Além de ser muito benéfico para a gestante e para a criança, tais ações preventivas irão ter como consequência imediata a redução da procura por procedimentos complexos, internações e minimizar a ocupação de leitos e UTI neonatal (Unidades de Terapia Intensiva) dessa população.

É possível prever se uma gestação vai evoluir para o alto risco?

Toda gestação envolve um certo risco e, por isso, desde a descoberta da gravidez a mulher precisa fazer o acompanhamento do pré-natal e seguir todas as recomendações da equipe de saúde que a acompanha. Quando um ou mais fatores que possam aumentar esses riscos e resultar em complicações que podem comprometer tanto as funções vitais quanto o bem-estar de mãe e filho entram em cena, no entanto, o acompanhamento muda de patamar e vai para uma esfera maior, necessitando de mais recursos e esforços para que a situação seja controlada.

O objetivo, em ambos os casos, é que a gravidez possa transcorrer bem, na medida do possível para cada caso, até que o bebê esteja pronto para o nascimento.  Quanto menos intervenções essa mãe precisar, maior terá sido o sucesso do acompanhamento e das medidas de prevenção. E quanto menor o grau de exposição dessa população à recursos e procedimentos, menor será o impacto financeiro para a operadora de saúde, o que gera economia de recursos para o sistema. Por isso é tão importante conhecer as condições pré-existentes e acompanhar o histórico de saúde dessa população.

A gestão desses riscos, contudo, é um desafio para todo o sistema de saúde. A menos que você possa contar com uma solução tecnológica que faz o mapeamento de todos os fatores essenciais para essa população, identifique os riscos potenciais em tempo real e gere alertas para que você saiba onde e como agir para evitar a busca tardia e dispendiosa. A hCentrix tem essa solução tem se consolidado como uma importante facilitadora de monitoramento populacional para operadoras de saúde em todo o Brasil.

Especificidades do cenário de Covid-19

A pandemia causada pelo novo coronavírus evidenciou ainda mais a necessidade de acompanhamento massivo da população gestacional por parte das operadoras de saúde a fim de fazer intervenções que visem preservar a saúde e evitar evoluções que dispendem de mais recursos e que gerem custos para as operadoras. Isso porque, além do risco já existentes de uma gestante de alto risco vir precisar de uma assistência maior, como uma internação ou procedimentos de maior complexidade, há também o risco de uma gestante considerada saudável venha a ser contaminada pelo novo coronavírus e precise dos mesmos recursos.

As consequências da infecção pela COVID-19 durante a gestação ainda são incertas, uma vez que ainda faltam evidências para que se avalie os possíveis efeitos negativos na saúde da gestante, do bebê e da puérpera, no entanto, a possibilidade deve ser considerada conforme vem orientando o próprio Ministério da Saúde.

Segundo um estudo divulgado pela OPAS/OMS denominado “Perfil clínico-epidemiológico de gestantes com infecção pela COVID-19”, em março deste ano, a infecção pelo novo coronavírus pode desencadear em resultados adversos graves na gravidez, como aborto espontâneo, parto prematuro, restrição de crescimento intra-uterino e até mesmo a morte materna. Baseado em estudos chineses, o perfil clínico evidenciou uma rápida evolução no quadro clínico, com necessidade de diversas intervenções de tratamento para além das medicamentosas, incluindo a oxigenoterapia, e evolução para pneumonia, outras patologias, e, consequentemente, a indicação de cesarianas.

Acompanhar a saúde das gestantes é essencial para gerir e promover economia de recursos paras operadoras de saúde diante de qualquer cenário, mas durante a pandemia de Covid-19 pode ser o fator decisivo para a sobrevivência da sua operadora. Conheça as ferramentas da hCentrix para acompanhamento populacional, mapeamento de riscos e gestão de processos.

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