Qual é a importância do design thinking na gestão da saúde?

Qual é a importância do design thinking na gestão da saúde?

O Design Thinking na gestão da saúde é uma solução bastante interessante para melhorar a qualidade dos serviços. Afinal, a cada dia surgem novos desafios no setor à medida que o perfil populacional dos nossos pacientes muda, que as novas tecnologias dentro do contexto da saúde 4.0 são implementadas e que novas demandas aparecem.Então, é imprescindível contar com uma metodologia que incentive o livre pensamento para que todos os colaboradores tenham um papel ativo na elaboração de novas ideias para melhorar a gestão. Quer saber mais sobre o assunto? Então, acompanhe o nosso post!

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O conceito de Design Thinking

O Design Thinking (DT) é uma metodologia desenvolvida para trazer mais inovação para a tomada de decisões e para a resolução de problemas. É inspirado nos processos das principais agências americanas da indústria criativa dos Estados Unidos. Busca, portanto, resolver um antigo desafio da gestão: como trazer mais criatividade em ambientes corporativos potencialmente estressantes e burocráticos?Assim, o Design Thinking foi elaborado como um método centrado no ser humano. Seu principal objetivo é levar as organizações a focarem nos clientes e nos colaboradores. Consequentemente, espera-se conquistar produtos, serviços e processos melhores.Por isso, o primeiro passo do DT é responder à seguinte questão: “qual a necessidade humana por trás da demanda pelo meu produto/serviço?” Depois disso, reúnem-se informações sobre a viabilidade técnica e econômica do projeto. Então, os profissionais são deixados mais livres para desenvolver suas tarefas, com uma redução das tarefas burocráticas.Isso tem a finalidade de reduzir a tensão no ambiente empresarial, que é um dos principais entraves à criatividade. Assim, mesmo profissionais fora do design podem responder aos desafios com uma mentalidade de inovação. Assim, cumprem-se todos os 3 princípios da técnica: empatia, ideação e experimentação.Para isso, a maioria dos autores que exploram o DT o dividem em 5 fases, as quais buscam realizar todos os pilares apresentados, a seguir.

Empatizar

Esse verbo inicialmente causa um estranhamento, não é mesmo? Porém, ele mostra a necessidade de as empresas buscarem uma melhor conexão com o seu público. O primeiro passo deve ser elaborar um perfil detalhado sobre ele. Em seguida, é preciso tentar se colocar no lugar dos clientes, simulando mentalmente a sua jornada desde o momento em que ele percebe a necessidade do produto/serviço até a sua aquisição.

Definir

A etapa anterior é realmente um exercício mental e seu único objetivo é desenvolver a empatia dos times. Agora, será o momento de documentar as dores dos seus clientes, a sua jornada, as soluções da sua empresa e pedir para que os colaboradores anotem os seus insights.

Idealizar

Esse passo deve ser feito em uma reunião com a equipe, na qual, em um brainstorm, todo mundo tem a oportunidade de expor suas ideias. No entanto, tudo deve ser feito de forma democrática, sem uma hierarquia entre eles. Afinal, um ambiente hostil compromete a criação. Ao final da reunião, pelo menos um conceito de produto, serviço ou processo deve ser criado.

Prototipar

A partir dos conceitos obtidos na etapa anterior, será a hora de desenvolver um protótipo de cada um deles. Com isso, espera-se apresentá-los o quanto antes para as partes interessadas, a fim de obter feedbacks.

Testar

A partir do retorno dado pelos clientes e por outros membros das equipes aos protótipos, será a hora de testar essas novas sugestões até obter um resultado satisfatório a todos.

O papel do Design Thinking na jornada do paciente

A jornada do paciente é todo o processo que o leva a sentir a necessidade pelo seu serviço de saúde até a resolução completa de seu problema. Ela foi baseada no conceito de jornada do cliente, porém, no nosso setor, ela apresenta muitas especificidades. A principal delas é a diversidade de demandas: temos desde necessidades urgentes que envolvem risco de morte até o desenvolvimento do bem-estar do indivíduo.Por essa razão, precisamos ser bastante criativos na hora de elaborar soluções para os nossos pacientes, pois a resolubilidade dependerá bastante de sua motivação. Nesse sentido, a empatia deve ser o grande guia, pois ela é central na nossa área, sendo uma expectativa muito profunda do nosso público. Na hora de elaborar a jornada, pense nas fragilidades que aquele contexto de doença pode oferecer.Assim, busque oferecer transições mais tranquilas durante todo o processo, desde a recepção até a alta, passando pela triagem, pelo atendimento médico inicial, pela internação etc. Isso pode incluir a implementação de novas tecnologias, como os aplicativos, a criação de rotinas e protocolos de atendimento.

A importância do Design Thinking na gestão da saúde

O Design Thinking ajuda as equipes e os gestores a pensarem fora da caixa, buscando soluções inovadoras tanto para os problemas novos quanto os antigos. Isso porque eles são incentivados a todo o momento a exercitarem sua empatia, a pensarem em novas ideias e a expressá-las em um ambiente receptivo. Desse modo, é possível obter um envolvimento muito maior.A partir da estrutura do DT, você também poderá reestruturar os seus processos de acordo com uma metodologia única, com o objetivo de criar inovação em saúde. Assim, os processos internos ficam mais eficientes e produtivos. Por fim, como há uma ênfase muito grande na empatia em todas as etapas, é possível obter um relacionamento com o paciente.

O processo de implantação do Design Thinking

Para começar a implementar o DT, você precisa identificar os problemas principais dos seus pacientes e do seu serviço. A tecnologia pode ajudar bastante nessa tarefa. Por exemplo, softwares de saúde populacional podem trazer insights interessantes sobre:

  • a adesão dos pacientes ao tratamento;
  • o perfil do uso de cada tipo de consulta, procedimento ou exame;
  • os cuidados para prevenção e promoção de saúde;
  • as condições mais prevalentes etc.

Desse modo, é possível elaborar campanhas que otimizem todos os pontos de cuidado com o paciente de forma mais individualizada com o contexto do seu público.Outro pronto importante é o treinamento dos colaboradores na metodologia. Eles precisam entender profundamente não só as etapas, mas incorporar toda a mudança de cultura que elas trazem. Portanto, devem compreender a importância das interações, da liberdade de pensamento e da não hierarquização do processo criativo.Com todas essas características, o Design Thinking na gestão de saúde é uma ferramenta muito poderosa para melhorar a qualidade do serviço, obter mais satisfação dos pacientes e melhorar o clima organizacional. Ele já está sendo utilizado em grande parte das geradoras de novidades no setor, as startups health tech. Afinal, precisamos de muita criatividade e inovação em saúde para enfrentar os desafios crescentes dessa área.Será que seus colegas conhecem estas técnicas tão úteis para melhorar a qualidade do atendimento ao paciente? Então, não deixe de compartilhar nosso post nas suas redes sociais!

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